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Não gosto das pessoas. Nunca gostei. Não sou social, é um facto. Quem me conhece sabe-o melhor que ninguém. Só sou eu verdadeiramente com quem confio, com quem gosto. De resto, tanto se me dá como se me deu.

Já vos disse que quero ser escritor? Se calhar é por causa disso. Ser anti-social está-me nas veias. Prefiro estar no meu cantinho, protegido do mundo. E quanto mais saio à rua mais percebo que não gosto das pessoas.

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Gostava de conseguir abrir a minha mente e escrever aqui um texto todo lamechas. Com emoticons parvos e tudo. A sério.

Quero — preciso — que alguém me compreenda. Mas não posso esperar que alguém o consiga fazer quando nem eu me compreendo. (E não escrevi isto só para ser poético nem nada do género. É a mais pura das verdades.) 

Mas o que eu sei é isto: ficamos mais vulneráveis quando conhecem os nossos sentimentos. Isto fez algum sentido?!

Alguma mensagem oculta? Algum grito de ajuda? Não, juro.

O que eu quis dizer é que mais vale usar uma máscara e sair magoado, do que sair magoado de qualquer forma mas com algum publico a rir. Não estou a fazer sentido nenhum, é o que é.

Enfim. Ás vezes tenho momentos piegas e ridículos destes, que não fazem sentido nenhum. Isto passa-me.

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  Já quase ninguém compra livros pelo conteúdo. Quando vou à livraria reparo que a primeira coisa que as pessoas vêem num livro é o preço. O que o torna automaticamente uma condicionante da qualidade do livro. Se for acessível, há a possibilidade de ser bom e a possibilidade de ser mau. Se for caro, nenhum dos dois; é só mais um livro caro. 

  (Nem sempre a qualidade é equivalente ao preço... O Harry Potter e a Pedra Filosofal não custaria 10€ se fosse esse o caso.)

  Contudo, se por acaso tiverem uma boa relação com a língua inglesa, aconselho que comprem os originais, que além de serem muito mais baratos também são esteticamente melhores. 

  Mas se os editores acham que o livro deve custar 40€, eles que ponham o livro a 40€ mas, nos tempos em que estamos, é dificil acreditar que seja uma boa decisão. De qualquer forma, há livros que valem a pena o preço; não concordo com os abusos mas não me importo de gastar 25€ num bom livro que vou poder ler e reler quando bem me apetecer.

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  Sempre tive vários blogues. Custei a perceber que isso assim não funciona. Tive os meus vinte mil endereços lá no blogspot e criava cada vez mais simplesmente porque gostava de brincar com o design que esta plataforma oferecia. Até que dei conta que era um exagero sem medida e acabei por apagar a maioria deles. Comecei por ter um blogue pessoal. Mas acabei por criar blogues para todos os assuntos: livros, músicas, séries,... enfim! O que fez com que deixasse de dar atenção ao primeiro, o pessoal, que era uma junção intima de todos os outros.

  Acabei por mudar para o sapo porque fico muito mais limitado no que diz respeito a edições de layouts e derivados. Disse a mim mesmo que precisava acentar e disfrutar da experiência. Recentemente, quase caí no erro de entregar a minha atenção a outro blogue, aqui no sapo. Não. Não posso cometer o mesmo erro. 

  Agora sei que ter um blogue é ter um "cantinho" especial e, claro, muito pessoal onde posso partilhar um bocadinho ou um "bocadão" de mim mesmo e isso inclui tudo o que gostar, não gostar,... tudo o que me apetecer!

  Longa vida à blogosfera!

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O Bicho

26.05.13

  Era uma vez um bicho. O seu nome era Ulisses. Não me perguntem qual era a sua raça ou espécie porque não a sei... digamos que pertencia a um tipo de bichos-sem-raça... 

  Ulisses vivia atormentado com um enorme desgosto: o seu período de hibernação era maior de que qualquer bicho da sua (não-)raça. E sabem porque é que isso era tão mau? Porque quando chegava essa fase em que todos os bichos descansavam em grupos, Ulisses era sempre o último a acordar e quando o fazia, os seus antigos companheiros-bichos já haviam partido. Isso deixava-o muito triste.

  "Afinal não eram meus amigos", pensava ele. "Os amigos são para sempre. Os amigos não abandonam." E continuava a atormentar-se com pensamentos desse género. 

  Entretanto, foi fazendo novas amizades, sempre esperando que estes não o abandonassem, e que fossem amigos para sempre. Quando chegou o tempo dos bichos descansarem, Ulisses temia que os novos amigos fizessem o mesmo que os antigos amigos, mas nada disse. Pensava que, se fossem mesmo seus amigos esperariam por ele. Mas não esperaram. Quando acordou, Ulisses viu que mais uma vez os seus amigos tinham partido.

  "Nunca vou ter amigos verdadeiros. Nunca.", pensava Ulisses vezes e vezes sem conta.

  Mas decidiu tentar outra vez. Uma ultima vez. Conheceu novos bichos-sem-raça e fez novas amizades. Mas desta vez, antes de chegar a tão temida altura do ano perguntou-lhes:

  - Vocês são meus amigos?

  Todos acenaram positivamente.

  - Esperariam por mim mesmo que demorasse muito a acordar?

  Voltaram a acenar positivamente. 

  Então Ulisses adormeceu profundamente com um sorriso no rosto.

 

  Quando acordou novamente ficou desolado, pois estava só. Os seus amigos tinham-no abandonado. Mas foi ao sair do ninho que viu então que os seus amigos tinham mantido a promessa e voavam juntos, ali perto. "Esperaram mesmo. Tenho amigos. Amigos a sério!" pensou e largou num voo com eles.

 

  Enquanto voava percebeu que a amizade era feita de comunicação e que, com força de vontade, tudo estava ao seu alcançe.

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Sobre escrever

19.05.13

Palavras inocentes. Palavras que sofrem. Eu faço-as sofrer, usando-as aqui e ali, bem e mal. Escrevo sem consciência do que escrevo. O meu cérebro ignora o seu significado para quem as possa ler, e foca-se apenas no significado que têm para mim. O meu coração sente-o. Quando leio o que escrevo volto ao momento em que as escrevi e sinto novamente as sensações prematuras de fascínio e deleite. Para quem lê, há a estreia das palavras no cérebro; ás vezes tentando descodificar as palavras e perceber um significado obscuro ou deformado, quando o que à sua frente está escrito é bem explícito e descodificado. Escrevo para mim mas partilho com os outros. Leio usando a capa de Pedro Caetano Carvalho e só peço que leiam o que escrevo usando a capa que tem o vosso nome. Boas leituras.

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Não gosto quando, nas ocasiões em que, diz a lenda, se deve oferecer algo a alguém, as pessoas simplesmente não o fazem. Eu já o fiz, todos fizemos. Acho, no entanto, que seria apropriado oferecer algo, se a lenda assim o obriga. Prefiro um papel com uma dedicatória do que a desculpa do "Isto está mau..." ou "Com esta crise..." e blá blá blá. Treta. Ninguém vos obriga a fumar e vocês, fumadores, gastam milhares de euros nesse vício assassino por ano. Ninguém vos obriga. A culpa não é vossa porque já é um vício... Treta! Sim, é claro que a culpa é vossa. E ninguém vos obriga, pessoas que bebem café, a irem beber o café a um estabelecimento x ou y quando podem muito bem fazer o vosso próprio cafezinho e bebê-lo em casa.

Todos temos um vício, é verdade. Todos temos a mania de gastar dinheiro nalguma coisa. "Eu não tenho!", por favor, passas o dia no computador. E achas que isso não é um vicio? E achas que isso não custa dinheiro? Sim, é. Sim, custa. 

Mas não sou ninguém para julgar os vícios dos outros. 

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O tempo continua a passar. A pizza congelada está no microondas. A pizza gira e gira, à medida que o tempo passa. O tempo continua a passar. "Nada nem ninguém consegue parar o tempo." dizem por aí. Eu discordo. Com a minha sabedoria genial e feitio do avesso pego num relógio de pulso e atiro-o ao chão, partindo-o. O relógio parou de contar o tempo. Mas o tempo não parou. A pizza continua a girar no prato dentro do microondas. E o tempo continua a passar. Os meus problemas contra o tempo continuam. O microondas apitou. A pizza está pronta. Ignoro o facto de o tempo não parar e como a minha pizza.

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Sempre que abro o facebook é para me rir um pouco da humanidade. Não que eu me ache mais que os outros, mas por favor! Ontem enquanto falava com a minha tia, ela disse uma coisa muito acertada.

- Só vais ao facebook para cuscar a vida das pessoas - disse eu.

- O quê? - perguntou ela.

- Sim.

- Não. Eu venho ver as novidades. As pessoas é que expõem a vida aqui.

E o pior é que ela tem razão. 

Pessoas desesperadas por atenção que publicam tudo e mais alguma coisa para se sentirem mais importantes. Enfim. Nem quero perder o meu tempo a dar-lhes aquilo que querem. Fecho o facebook e leio um livro.

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Este blogue está entregue às mãos de um adolescente que se recusa a aceitar que mais tarde ou mais cedo será adulto e que tem problemas em manter blogues de pé.



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