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A excitação corroi-me os sentidos, combatendo com o medo que decidiu, também ele, apoderar-se de mim. A excitação e o medo. Excitado e ansioso pelo amanhã. Excitado pela felicidade, e o calor confortável de quem está ansioso a envolver-me o coração. E o medo. O medo da não-felicidade. O medo de um não-amanhã feliz, confortável, concretizável.

A espera tem sido insuportável.

"O tempo passa devagar quando se espera."

E, quando chegar: puff!, e já acabou.

"O tempo passa depressa quando queremos viver cada instante."

Depois o vazio. Nenhuma motivação.

"O tempo passa ainda mais devagar quando não se espera nada."

 

Citações de José Luís Peixoto, em "Uma Casa na Escuridão".

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Quando era pequeno acreditava que os homens de farda eram heróis. Na escola, muitos dos meninos diziam que queriam ser tal e qual eles quando crescessem. Quando os via na rua, o meu coração tremia e as mãos suavam, ao ver a pistola verdadeira na cintura. Heróis! Na televisão, também diziam que eles eram heróis, pessoas que serviam para ajudar e proteger! Acreditei nisso. Errei.

Uns deles são dignos das honras que recebem. E os outros? São nojentos. Odeio-os. Fazem o que querem porque podem, porque são a lei. Odeio-os. 

São horríveis! Magoam os inocentes e ignoram os culpados. Porquê? Têm medo! São medricas e são nojentos e são horríveis! Têm os crimes, os culpados, mesmo debaixo do nariz e não os vêem... ou fingem. Não percebo como têm coragem de fazer as coisas que fazem - as coisas ruins e nojentas e horríveis. Até ontem, não acreditaria que os homens de farda são maus. Mas são.

Magoaram uma pessoa inocente. Magoaram o meu avô. Magoaram-no! Deram-lhe pontapés, aljemaram-no, insultaram-no! Ao meu avô. No meio da rua. Uma vergonha! Porcos! 

Tribunal com eles? Não. Eles são a lei. Eles ganham sempre. 

Vivem das aparências e do poder que têm sem merecer. Os maus, não os bons. Se a segurança nacional estivesse nas mãos deles estávamos todos tramados!... O pior é que está mesmo.

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E aqui está outro post do "grande livro sobre uma pequena comunidade"

Vi o vídeo-tag da Inês e não resisti a responder! Visitem o canal dela e subscrevam aqui. Já está? Boa!

A tag consiste em responder a dez questões escolhidas pela Inês sobre o livro, e aqui ficam as minhas respostas! (Confere o vídeo aqui para veres as respostas dela).


1) Imagina outro título para o livro. Acho que ficaria pela tradução literal do título: "Uma Vaga Acidental", porque acho que carrega muito mais a simbologia que a autora quis transmitir com o titulo original. O facto de a morte do Barry provocar uma vaga, não só na Assembeleia, como na vida das pessoas próximas...
2) Se pudesses mudar-te para Pagford, irias? Não. Apesar de gostar muito de conhecer Fats e Andrew, uma sociedade pouco avançada e onde toda a gente sabe tudo sobre todos não me agrada muito.
3) Que personagem gostavas de ter conhecido melhor? Lisa. Só por ter provocado um desgosto ao idiota do Gavin já merece a minha admiração.
4) Que personagem convidavas para jantar? Gaia, e acho que não preciso explicar porquê. ;)
5) Que personagem te deixou à beira de um ataque de nervos? Tenho que concordar com a Inês: Gavin! Que personagem mais irritante! Se bem que a Shirley não ficou atrás, com aquela sua mania da superioridade... Mas não lhe quero dar o prazer de ter uma resposta só para si!
6) Oferece um livro a uma personagem. Talvez "Uma Casa na Escuridão" de José Luis Peixoto ao Fats, por ser um livro sombrio, tal como ele.
7) Quem gostou de ______ vai gostar de Uma Morte Súbita. Honestamente, não sei... Acho que é o primeiro livro que leio do género. Ups.
8) O livro devia ter mais ou menos páginas? Mais! Terminar aquele livro foi um aperto enorme no coração!
9) Mais J.K. Rowling depois de Uma Morte Súbita? Claro! Sem dúvida nenhuma!
10) Citação. Aquele momento em que Fats pensa responder à mãe:"Têm de aceitar a realidade das outras pessoas. Vocês pensam que a realidade está aberta a negociação, que nós pensamos que ela é aquilo que vocês dizem que é. Têm que aceitar que nós somos tão reais como vocês; têm de aceitar que vocês não são Deus."


Espero que tenham gostado e que também respondam à tag da Inês, a qual eu gostei muito! Boas leituras!

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O segundo livro que li este ano foi Uma Morte Súbita de J.K. Rowling - Sim, é da escritora do Harry Potter. - e posso dizer que gostei. Sim, gostei. Muito.

Apresentei-o ontem à minha turma na disciplina de Língua Portuguesa (que agora só se chama Português, visto que partilhamos a língua - escrita - com os brasileiros. Não que eu tenha alguma coisa contra os brasileiros, é claro.) e foi giro quando no fim me disseram que agora queriam lê-lo também. Provavelmente 70% da turma não prestou a mínima atenção, mas não me interessa, quem tinha que prestar, prestou.

Foi difícil falar do livro, tal como agora é difícil escrever sobre ele, visto que como é um romance contemporâneo é como que se fosse uma espécie de diário do dia-a-dia de uma pequena comunidade numa cidade (fictícia) de Inglaterra e falar/escrever sobre ele sem estragar a história para quem tenciona lê-lo é quase uma missão impossível! 

Dividi a apresentação em tópicos: enredo; personagens; Krystal (a minha personagem preferida da história); fim do livro; J.K. Rowling. E disse o que tinha a dizer em relação a cada tópico. Não vou estar a escrever aqui o que disse, não só porque não me apetece como outra vez aquilo de não querer estragar o elemento surpresa a quem tencionar lê-lo.

Posso dizer que é um livro muito emocionante e realista! Foi um óptimo regresso para a escritora! No entanto há pessoas que detestam este livro e não param de compará-lo com o Harry Potter, mas, por favor, se é para compará-lo com algum livro, que seja com um livro do género, sim? Obrigado.

Em relação às quinhentas páginas, faço minhas as palavras de quem me disse que queria lê-lo: "Ás vezes os livros maiores são os mais fáceis de ler, e os melhores". Termino então este post recomendando-vos vivamente que o leiam.

A-Minha-Classificação-Para-O-Livro: ★★★★★

 

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Já reparaste que a letra «p» é pouco utilizada? Eu sei-o bem. Queres saber porquê? Porque essa letra está estragada. Sim, estragada! Mas não te preocupes que só está estragada para mim. Está partida. Não funciona bem. No meu teclado. Ela salta quando clico no «o» ou no «l» ou no «ç». Cá está ela a saltar! Escapa-me e tenho que colocá-la no sitio para voltar a pressioná-la, forçando-a a digitar a primeira letra do meu nome e da palavra «palavra» e «primeira» e «pu...la»! Interessante, não é? Não. É chato e já a pressionei muitas vezes neste texto! Podes ir contá-las, força. Destaquei-as para que fosse mais fácil para ti fazê-lo... Também estás a contar com estas ultimas que aparecem a negrito? Espero que sim, porque dei-me ao trabalho de as colocar em negrito... É claro - raios! Vem cá e pára de saltar! -  que se o fizeste não só mereces o meu agradecimento como revela que não tens muito que fazer... Sim, eu também não, se não não teria colocado a negrito todas as letras «p», eu sei! Sim, a letra «p». «P», «p», «p», «p», «p», «p», «p»! Linda, a letra «p», não é? É, e não só pelo facto de ser a primeira letra do meu nome, mas porque sim! Apesar de toda a controvérsia porque «p» é a primeira letra da palavra mais ofensiva da língua portuguesa!

Já estás farto da letra «p»? Boa, agora sabes o que sinto.

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Este blogue está entregue às mãos de um adolescente que se recusa a aceitar que mais tarde ou mais cedo será adulto e que tem problemas em manter blogues de pé.


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