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(imagem retirada da internet)

 

   Como é que eu começo a falar deste livro? Ou melhor, como é que eu começo a falar da experiência que é ler este livro?

   Bem, devo começar por dizer que este é o segundo livro que estou a ler do escritor, Valter Hugo Mãe. Ainda este ano li O filho de mil homens. Um livro complexo, cru e muito poético. (Nada que não esperasse n'A Desumanização, mas sobre isso já falamos.) Gostei muito. Não foi o que estava à espera mas gostei muito. Tinha uma imagem, um conceito, diferente do autor, acho. Algo que, com este livro, se confirma. 

   A verdade é que, ao ler O filho de mil homens, esperava algo arrebatador, forte e grotesco. E a verdade é que o autor consegue tudo isso, mas de forma algo fraca... Valter Hugo Mãe escreveu várias histórias entrelaçadas que dão a origem a uma, no final das contas, bonita história. E não era isso que eu queria, não era isso com que eu contava. (Mas, devo repetir, gostei muito, não me interpretem mal.)

   Mas, n'A Desumanização, vê-se concretizada a minha imagem de um bom livro de Valter Hugo Mãe. Aqui os factores "complexo, cru e muito poético" estão fortemente vincados. Ler este livro é como admirar uma obra de arte. Uma obra de arte onde – ao contrário da capa do livro – os tons escuros predominam. Porque sim, este livro retrata tudo o que tem a ver com cores frias. Uma história pesada, melancólica e muito, mas muito poética. E bela, até.

   Ainda me faltam umas sessenta páginas mas não quero acabá-lo. Estou demasiado apegado à Halla. (Oh, pobre Halla.)

   Mas posso, desde já, dizê-lo: recomendo, leiam!

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